Na votação que abrimos sobre a continuidade do VN ficou claro que, até agora, nossos leitores querem que continuemos. Sem, porém, ofensas pessoais ou humor agressivo, por assim dizer. Bem, anunciamos, então, que continuaremos. E já adiantamos também que a avaliação sobre o que é ou não de bom gosto é bastante subjetiva, apesar de haver uma média de aceitação geral.
Em nosso mea culpa chegamos à conclusão de que extrapolamos em apenas dois pontos: alguns apelidos que criamos – não todos – e parte dos comentários sobre os registros precários cassados pela Justiça, (vejam bem, pela Justiça) até porque, alguns nomes não deveriam ter constado da lista comentada.
Antes, porém, gostaríamos de chamar nossos colegas à reflexão. Primeiro ponto: retirar registro precário na DRT pode. Divulgar a lista desses mesmos registros cassados, não? Onde está a lógica disso, podem nos indicar o caminho, pegar na nossa mão e nos conduzir pra que entendamos tamanha contradição? Porque não foi apenas aqui no VN que a divulgação da lista recebeu severas críticas dos corretíssimos colegas, como todos vocês bem sabem. Ora, se não queriam ver seus nomezinhos aqui, que não tivessem se dado ao trabalho de obter o registro que, muitos vêm dizendo agora, nunca serviu pra nada. Então, por que o trabalho?
Segundo ponto. Alguém, por acaso, já leu Nataniel Jebão, do Pasquim? Ou o Tenório Leitão (hoje, fora do ar), da goianíssima
Revista Bula, colunista também anônimo, na verdade, resultado da união dos “venenos” de um bem informado jornalista goianiense, um poeta e assessor da UEG e dois ou três assessores de um badalado político goiano? Ou ainda as charges publicadas na última página do Jornal Opção – que, esta semana, citou o
VN na coluna Imprensa? Ora, mas claro: todas essas publicações tratam de pessoas sem nenhuma importância, como parlamentares, prefeitos, governadores, presidentes da república, pobres mortais. Se falassem de jornalistas, seres infalíveis e superiores...
(Alguém deixou um comentário sobre o suposto fato de a Polícia Federal estar na cola dos editores do VN. Além de achar a história estapafúrdia, pra dizer o mínimo, pois acreditamos que os dólares sumidos dos avestruzes e os reais surrupiados da Câmara Municipal serem assuntos bem mais interessantes pra PF, sob qual argumento a mesma viria nos incomodar, alguém pode nos indicar o caminho, pegar na nossa mão e nos conduzir pra que entendamos?)
Muito bem, caros colegas. Continuaremos, com poucas alterações em nosso conteúdo. Aos descontentes, sugerimos simplesmente o melhor dos remédios: nos ignorar. Mas, também, refletir: liberdade de imprensa e de expressão vale apenas pra que nos utilizemos dela? Ou será que também podemos ser suas “vítimas”?
Os editores